Estelionatário se passou por funcionário e subtraiu cartão da vítima Saques ultrapassaram R$ 4 mil e ocorreram no interior do estabelecimento bancário Decisão do TJMG negou pedido do Banco do Brasil para modificar condenação por danos causados ao consumidor. Uma cliente teve o cartão roubado na agência por um homem que se passou por funcionário, e foram subtraídos mais de R$ 4 mil de sua conta corrente. Além de ser ressarcida do valor furtado, a idosa vai receber indenização de R$ 8 mil por danos morais.
A decisão manteve integralmente a sentença da Comarca de Belo Horizonte. Segundo a vítima, ela foi acompanhada de seu esposo a uma agência para retirar seus contracheques. Uma pessoa que afirmou ser funcionário do banco se ofereceu para ajudá-los e, nesse momento, teria trocado o cartão da cliente pelo de um terceiro.
Ela entrou em contato com a central de atendimento do Banco do Brasil para cancelar o cartão. Apesar disso, afirma que foram realizados saques e transferências totalizando R$ 4.138,70. Em sua defesa, o Banco do Brasil alegou culpa exclusiva da vítima.
A instituição financeira afirmou também que a mulher não apresentou provas que justifiquem a indenização por danos morais. A decisão do TJMG manteve o mesmo entendimento da 19ª Vara Cível de Belo Horizonte. Para o relator, desembargador Estevão Lucchesi, o banco não comprovou a seguridade dos saques realizados, o que qualificou a falha na prestação do serviço.
O magistrado afirmou também que cabe à instituição proporcionar um ambiente seguro para seus clientes e que ela responde objetivamente pelos danos gerados por fraudes e delitos praticados em operações bancárias. Acompanharam o relator os desembargadores Marco Aurelio Ferenzini e Valdez Leite Machado. Fonte: Tribunal de Justiça de Minas Gerais Leia mais: • Escola pública é processada por aluna vítima de bullying • 7 sinais de que sua empresa irá receber uma reclamação trabalhista • Cesta básica: queda de 0,40% em fevereiro