Vivaldo José Breternitz Uma pesquisa recém-divulgada, feita pela Deloitte para a Associação Brasileira de Bancos (FEBRABAN), mostra que os bancos brasileiros têm aumentado seus gastos com tecnologia da informação. Esta é a 29ª edição da pesquisa, que ouviu 21 instituições bancárias e 17 executivos seniores de tecnologia de 10 grandes bancos. Esses gastos aumentaram 8% em 2020 em relação a 2018, atingindo 25,7 bilhões de reais; desse total, 10% foi para cibersegurança.
Além disso, a pesquisa detectou tendências de adoção das chamadas tecnologias disruptivas: cerca de 93% dos bancos entrevistados disseram que o investimento em inteligência artificial é prioritário, especialmente em áreas como atendimento, biometria, operações de crédito e área jurídica. Para 80% dos entrevistados, a automação de processos robóticos (RPA) também é uma prioridade. Além disso, o estudo apontou que tem havido um aumento nas parcerias feitas pelos bancos para ampliar seus canais de distribuição e agregar novos produtos às suas carteiras.
Nesse cenário, as parcerias entre bancos e terceiros, como fintechs, big techs, varejistas e outros também cresceram, especialmente em áreas como financiamentos, seguros e recebimentos. A pesquisa mostra que outro fator importante para o aumento de gastos foi a chegada do Open Banking. A implementação faseada desse modelo teve início em fevereiro, como parte da busca de modernização do ecossistema financeiro nacional.
A iniciativa, liderada pelo Banco Central, tem como objetivo impulsionar a competição no mercado financeiro, especialmente por permitir que, com o uso de Interfaces de Programação de Aplicativos (APIs) abertas, terceiros possam criar aplicativos e serviços em torno dos sistemas dos bancos participantes, com os dados do consumidor compartilhados com seu consentimento. A quarta e última fase do processo de implementação do Open Banking deverá ser concluída em dezembro deste ano, mantendo o sistema bancário brasileiro entre os mais avançados do mundo. Vivaldo José Breternitz, Doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo, é professor da Faculdade de Computação e Informática da Universidade Presbiteriana Mackenzie.
Sobre a Universidade Presbiteriana Mackenzie A Universidade Presbiteriana Mackenzie está na 103º posição entre as melhores instituições de ensino da América Latina, segundo a pesquisa QS Quacquarelli Symonds University Rankings, uma organização internacional de pesquisa educacional, que avalia o desempenho de instituições de ensino médio, superior e pós-graduação. Possui três campi no estado de São Paulo, em Higienópolis, Alphaville e Campinas. Os cursos oferecidos pelo Mackenzie contemplam Graduação, Pós-Graduação Mestrado e Doutorado, Pós-Graduação Especialização, Extensão, EaD, Cursos In Company e Centro de Línguas Estrangeiras.
Em 2021, serão comemorados os 150 anos da instituição no Brasil. Ao longo deste período, a instituição manteve-se fiel aos valores confessionais vinculados à sua origem na Igreja Presbiteriana do Brasil.