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Caixa e BB acompanham Copom e reduzem juros do crédito imobiliário

Com Selic em baixa, atividade econômica cresceu aceleradamente nos últimos trimestres, aponta Banco Central Por Henrique Cisman Tão logo o Conselho de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou mais um corte na taxa básica de…

Com Selic em baixa, atividade econômica cresceu aceleradamente nos últimos trimestres, aponta Banco Central Por Henrique Cisman Tão logo o Conselho de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou mais um corte na taxa básica de juros (Selic) para 4,5% ao ano (a.a.), a Caixa reduziu sua taxa mínima do crédito habitacional para 6,5% a.a. + TR (atualmente zerada). É a quarta vez somente em 2019 que o banco derruba os juros do financiamento imobiliário, que em dezembro de 2018 estavam em 8,75% + TR ( taxa mínima). A correção passa a valer a partir desta segunda-feira (16) para novos contratos e contratos de clientes de outros bancos interessados em transferir o financiamento para a Caixa.

De acordo com o presidente Pedro Guimarães, o banco estuda estender a correção para clientes que já realizaram empréstimo imobiliário junto à Caixa antes do reajuste para 6,5% a.a. Neste cenário, tanto os juros podem ser reduzidos com manutenção dos prazos, portanto, será menor o valor das parcelas, quanto o prazo de financiamento pode ser mais curto, o que resulta em parcelas maiores. A redução se aplica tanto ao Sistema Financeiro da Habitação (SHF), para imóveis de até R$ 1,5 milhão, quanto ao Sistema de Financiamento Imobiliário (acima desse valor).

O Banco do Brasil anunciou cortes em várias modalidades de crédito, incluindo a linha BB Crédito Imóvel Próprio, cuja correção mensal será entre 1,3% (taxa mínima) e 1,68% (máxima). Dois dias antes, na segunda-feira (9), o BB aderiu à indexação ao IPCA, acompanhando movimento iniciado com sucesso pela Caixa em agosto: nos primeiros 45 dias, o banco alcançou a meta projetada para 1 ano nessa modalidade. Os três grandes bancos privados ainda não anunciaram novas reduções nas taxas de financiamento imobiliário.

O Bradesco afirmou que vai cortar os juros de suas principais linhas de crédito a partir desta segunda-feira – atualmente, o banco cobra a menor taxa dentre os privados, 7,3% a.a. + TR. Itaú e Santander vão manter os juros mínimos em 7,45% a.a. + TR e 7,99% + TR, respectivamente. Índice de Atividade do Banco Central acumula alta de 0,95% Após a última reunião, finalizada na quarta-feira (11), o Copom afirmou em seu comunicado ao mercado que “dados de atividade econômica a partir do segundo trimestre indicam que o processo de recuperação da economia brasileira ganhou tração, em relação ao observado até o primeiro trimestre de 2019”.

O comitê avalia que essa recuperação seguirá em ritmo gradual nos próximos trimestres. Divulgado na sexta-feira (13), o Índice de Atividade do Banco Central (IBC-Br) acumulou altas de 0,95% entre janeiro e outubro, de 0,96% no período de 12 meses encerrado em outubro, de 0,74% no trimestre de agosto a outubro em comparação ao trimestre anterior e de 1,16% no 3T19 em relação ao mesmo período de 2018. Por vezes confundido com o PIB, o IBC-Br foi criado pelo Banco Central em 2010 para avaliar as variações mensais da atividade econômica, funcionando como um indicador para a tendência do resultado da economia do país (o PIB em si).

Logo, quando o IBC-Br avança, significa cenário positivo para os negócios. Em seu comunicado, o Copom destaca a importância da continuidade da agenda de reformas estruturais no Brasil e os “níveis confortáveis” de inflação que possibilitaram corte da Selic para o menor patamar histórico – foi a quarta redução consecutiva de 0,5 ponto percentual. Benéfica para o setor imobiliário quando em baixa, já que barateia o crédito e eleva a quantidade de recursos disponíveis em FIIs e outros instrumentos do mercado de capitais, a Selic deve cair para 4,25% a.a. no início de 2020, encerrando o ano a 4,50% a.a.

Segundo o Copom, a taxa básica só volta a subir em 2021, alcançando 6,25% a.a., projeta o comunicado. Fonte: Smartus Leia mais: • Idosa que comprou colchão e fez empréstimo sem saber será indenizada • Justiça catarinense não reconhece que banco seja responsável por "golpe do motoboy" • Desavisado, consumidor amarga duplo prejuízo ao ser vítima do golpe do falso boleto • Condomínio indenizará jardineiro que perdeu dedo em acidente com motosserra • Banco obtém redução de indenização devida a bancária aposentada por doença profissional

Publicado em 8 de janeiro de 2020
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