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Empresarial

Conflito de interesse no mercado imobiliário

As políticas de compliance no mundo dos negócios foram impulsionadas pelas grandes empresas de capital aberto, principalmente por aquelas de atuação global.

As políticas de compliance no mundo dos negócios foram impulsionadas pelas grandes empresas de capital aberto, principalmente por aquelas de atuação global. Compliance é como um roteiro para se fazer cumprir leis, normas e diretrizes internas das organizações com transparência, correção e ética, assim como para prevenir desvios e irregularidades que possam prejudicar a imagem e a credibilidade dessas entidades. Essas políticas podem ser implantadas em todos os tipos de atividade econômica, inclusive no mercado imobiliário.

Empresas que garantem a integridade de suas atividades, tornam-se referência no mercado, reforçando sua marca e atraindo mais clientes. No ramo da intermediação imobiliária, garantem a integridade de processos e a ética do cumprimento do papel solicitado. Contudo, não deve haver conflito de interesses envolvendo a aquisição ou venda de um imóvel.

Hoje, existem empresas que tanto fazem os trabalhos de aconselhamento jurídico para o interessado na compra de um imóvel, quanto atuam na intermediação da venda. No entanto, essas empresas não podem exercer as duas atividades ao mesmo tempo para um cliente. O motivo é que a avaliação jurídica pode ficar comprometida.

A regularidade na documentação do imóvel e de seus proprietários é condição imprescindível para a concretização do negócio imobiliário. Advogados especialistas em direito imobiliário fazem uma diligência jurídica detalhada e mostram o verdadeiro nível de risco envolvendo a aquisição de um imóvel. Neste caso, a empresa intermediadora não pode garantir a inexistência do risco, tendo em vista que deve atuar com imparcialidade.

É possível encontrar casos em que uma imobiliária faz uma avaliação, pouco aprofundada, apontando baixo risco na aquisição do imóvel e orientando o cliente a efetuar a compra, mas que ao sofrer uma análise mais aprofundada por um profissional de direito, descobre-se que o imóvel ou seus proprietários estariam vinculado a uma dívida, a qual coloca a transação em risco. Em um negócio desse tipo, a o intermediador não pode dizer “sim, pode comprar”, apenas orientar o cliente mostrando os riscos da transação. Mas pode aconselhar para que não compre.

Ao não agir dessa maneira, instala-se a precarização do trabalho do advogado, que é figura essencial no processo. Portanto, é importante que a avaliação seja feita por empresas isentas constituídas para esse fim e que sejam éticas e transparentes em suas práticas e seus negócios, além do dever das partes de estarem sempre acompanhadas por um profissional de direito. Desta forma, garante-se a segurança jurídica e a transparência da transação, contribuindo para o mercado imobiliário e, principalmente, para a própria imagem do agente intermediário.. *Fernando Nekrycz é especialista em direito imobiliário e sócio da XAZA, plataforma de intermediação imobiliária que facilita a compra e venda de imóveis. – xaza@nbpress.com Sobre a Xaza Criada em outubro de 2019, a XAZA é uma plataforma de intermediação imobiliária que facilita a compra e venda de imóveis.

A empresa combina tecnologia de ponta com transparência nos dados e segurança jurídica para reduzir riscos e problemas que envolvem a negociação no setor, permitindo que compradores, vendedores e agentes imobiliários possam fazer o melhor negócio. A iniciativa é fruto da parceria dos empreendedores Fernando Nekrycz e José Edelstein, sócios da NSE Advogados e com André Zukerman, CEO da Zukerman Leilões. Para mais informações, acesse: www.xaza.com.br/home

Publicado em 26 de agosto de 2020
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