Consumidora ingere leite contaminado por corpo estranho e passa mal Uma mulher que encontrou um corpo estranho em uma caixa de leite vai receber R$ 15 mil por danos morais da companhia de laticínios. A 13ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) decidiu manter a sentença definida em primeira instância. Consumidora se sentiu mal após beber leite que tinha algo parecido com um verme A consumidora ajuizou uma ação contra a Usina Laticínios Jussara S.A., por ter encontrado algo semelhante a um verme ou lombriga, em uma caixa de leite produzido pela empresa.
Ela alegou que sentiu-se mal após ingerir o leite industrializado, por isso foi até o posto de saúde local. O laudo médico atesta que a paciente estava com náuseas e vômitos, associados a dor abdominal, e que provavelmente o produto estava contaminado. Recurso O caso ocorreu na Comarca de Guaxupé.
Inconformada com a decisão de primeira instância, a Jussara Laticínios recorreu ao TJMG alegando ausência de provas nas acusações e solicitando, caso fosse mantida a condenação, a redução do valor indenizatório. A empresa afirmou que o produto foi expedido para o mercado em plenas condições de consumo e o lote estava aprovado pelo Serviço de Inspeção Federal (SIF/MAPA) para comercialização. Alegou ainda a impossibilidade de que um corpo estranho fosse embalado juntamente com o leite.
Voto do relator O relator, desembargador Luiz Carlos Gomes da Mata, discordou dos argumentos da empresa e entendeu que o laudo médico comprovou a contaminação da consumidora. "O mesmo laudo ainda registrou que a ora apelada compareceu ao posto de saúde portando o leite e o elemento nele encontrado", acrescentou. Ainda de acordo com o relator, as fotos anexadas ao processo confirmam os fatos narrados, portanto ficou comprovado o vício na qualidade do produto ingerido.
O magistrado confirmou a sentença de R$ 15 mil por danos morais, pois a vítima passou por sofrimento desnecessário após ingerir o alimento. Acompanharam o voto os desembargadores José de Carvalho Barbosa e Newton Teixeira Carvalho. Consulte a íntegra do acordão e acompanhe o caso.
Fonte: Tribunal de Justiça de Minas Gerais - TJMG Leia mais: • Como proteger o fluxo de caixa em tempos de coronavírus • Justiça determina que plano de saúde terá de custear 9 tratamentos para paciente • Concessionária e montadora indenizam por defeito em carro zero