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Internacional

Estudo desenvolve índice de qualidade de vida e desigualdades nas metrópoles brasileiras

Levantamento ajuda a compreender o quanto os habitantes da região metropolitana de Campinas estão próximos - ou distantes - de se alcançar uma vida plena O Índice Multidimensional de Qualidade de Vida Municipal (MIQL-M em inglês) é um…

Levantamento ajuda a compreender o quanto os habitantes da região metropolitana de Campinas estão próximos - ou distantes - de se alcançar uma vida plena O Índice Multidimensional de Qualidade de Vida Municipal (MIQL-M em inglês) é um estudo desenvolvido para gerar uma média quantitativa que pode ajudar a compreender o quanto os habitantes de uma determinada localidade estão próximos - ou distantes - de se alcançar uma vida plena. Foi desenvolvido pelo coordenador do Centro Mackenzie de Liberdade Econômica (CMLE), Vladimir Fernandes Maciel, e pela professora da Universidade Universidade Federal do ABC (UFABC), Mônica Yukie Kuwahara. A temática é um complemento ao divulgado Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e, de acordo com o professor Maciel, "o MIQL-M é focado qualidade de vida nos municípios brasileiros e tem mais dimensões do que o IDH.

A proposição do índice foi uma modesta forma de buscar proximidades entre os conceitos e os procedimentos presentes em diferentes áreas da economia e em outras ciências sociais aplicadas", explana. O MIQL-M é constituído por mais indicadores e tem como base dados censitários, visto que em um país populoso e desigual como o Brasil, a média tende se a mover com lentidão. Assim, os indicadores que estabelecem o índice são renda, educação, sobrevivência (que simplifica a dimensão da saúde), a vulnerabilidade e risco na habitação e infraestrutura, habitação, infraestrutura e meio ambiente, acesso à informação.

Assim, foi gerado o MIQL-M para todos os municípios brasileiros, contudo, pela impossibilidade de apresentar uma discussão da evolução dentro do período dos anos 2000 até 2010, os professores selecionaram 10 regiões metropolitanas e fizeram três análises. "Buscamos verificar a distribuição espacial da qualidade de vida expressa pelo MIQL-M mediante os dados georreferenciados; o segundo procedimento foi descrever a evolução da qualidade de vida dos municípios das regiões metropolitanas, considerando apenas aqueles vinculados à categoria Político Administrativa de Região Metropolitana; e o terceiro foi identificar o posicionamento relativo dos municípios em cada um dos subíndices criados, buscando relações entre as dimensões onde o município estaria melhor ou mais mal classificado e a classificação geral em termos de MIQL-M", esclarece Mônica Kuwahara. Dinâmica metropolitana - estudo As regiões metropolitanas selecionadas para o estudo foram a de Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Campinas (SP), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e São Paulo (SP).

Seguindo a ordem apresentada, tem-se a análise de cada uma das Mesorregiões Metropolitanas e sua classificação no estado. A Região Metropolitana de Campinas (RMC) está bastante próxima da Região Metropolitana de São Paulo e tem se apresentado como uma das mais dinâmicas no cenário econômico brasileiro. São mais de 2,8 milhões de habitantes, sendo que mais de 38% estão concentrados somente no município de Campinas.

Em termos econômicos, a RMC ocupa importante posição tanto dentro do estado de São Paulo quanto nacionalmente, com robusto parque industrial, bastante diversificado, além de forte presença da agroindústria e de setores específicos e especializados ligados ao setor terciário. É na RMC que estão concentrados aproximadamente 85% da produção têxtil do país, assim como há a forte presença da indústria petroquímica e da produção de flores e frutas. O setor agropecuário presente na região apresenta estruturas mais modernas, diversificado, com importante integração com os principais complexos agroindustriais brasileiros (cana-de-açúcar, laranja, carnes) e elevada participação na produção de produtos exportáveis ou destinados ao mercado consumidor urbano mais exigente e de maior poder aquisitivo e valor agregado.

Sua base produtiva congrega atividades modernas com forte componente tecnológico, com elevado grau de complexidade, e importante diversificação. A presença das universidades facilita as transformações locais e as intervenções que atraem empresas para a região. Como resultado, além da forte integração com a região metropolitana de São Paulo (RMSP), a RMC possui dinamismo superior ao de muitas capitais nacionais, o que tem atraído um contingente populacional e tem provocado taxas de crescimento demográfico maiores do que as da RMSP, num forte processo de interiorização da economia.

O componente migratório é uma das características da região com movimentos pendulares, uma vez que um grande contingente populacional se move em direção à região diariamente (ou da região para áreas limítrofes ou da RMSP). Valinhos com índice de 0,8076, assumiu o primeiro lugar entre as cidades da Região, subindo quatro posições no estado - sendo a infraestrutura seu único indicador inadequado. É seguida de perto por Americana (2º), com 0,8055, que evoluiu 19 posições no estadual, e que precisa melhorar em educação e sobrevivência.

A "principal" cidade da região, Campinas (3º), com 0,8028 - perdeu duas posições, sendo a terceira força, e com uma deficência latente em habitação, posicionada em 16º lugar no indicador. Vinhedo (4º); Paulínia (5º); Santa Bárbara d’Oeste (6º); Indaiatuba (7º); Nova Odessa (8º); Jaguariúna (9º); e Pedreira (10º) fecham o top 10. Engenheiro Coelho, Elias Fausto, Monte Mor, Santo Antônio de Posse e Hortolândia se encontram nas piores posições, na metade inferior do ranqueamento de todas as dimensões e geograficamente, à margem da RMC.

Esses municípios também se encontram na metade inferior do ranqueamento estadual. Os pesquisadores estão à disposição para comentar o estudo e seus desdobramenstos. Havendo interesse em conhecer o estudo completo, podemos disponibilizá-lo.

Sobre o Centro Mackenzie de Liberdade Econômica O Centro Mackenzie de Liberdade Econômica (CMLE) ou simplesmente Centro de Liberdade Econômica, é um Centro de Pesquisa Econômica Aplicada e think-thank liberal clássico brasileiro voltado para o debate em torno do papel do mercado e das características e consequências dos diferentes tipos de intervenção e regulação na economia brasileira. Fundado em 09 de maio de 2016, o CMLE representa uma iniciativa pioneira do Instituto Presbiteriano Mackenzie (IPM) junto à Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), pois além de atuar em três grandes áreas: Ensino (Mestrados e Curso de Pós-graduação Lato-sensu), Pesquisa (Efeitos Setoriais da Regulação, Empreendedorismo, Inovação, Indicadores de Liberdade Econômica) e Extensão (Cursos de Extensão, Webinars, Palestras, Seminários, Fóruns, Vídeos e Entrevistas), o Centro também atua como um think tank, figurando como um polo difusor de ideias e princípios de livre mercado e construindo a ponte entre academia e sociedade. Sobre a Universidade Presbiteriana Mackenzie A Universidade Presbiteriana Mackenzie está na 103º posição entre as melhores instituições de ensino da América Latina, segundo a pesquisa QS Quacquarelli Symonds University Rankings, uma organização internacional de pesquisa educacional, que avalia o desempenho de instituições de ensino médio, superior e pós-graduação.

Possui três campino estado de São Paulo, em Higienópolis, Alphaville e Campinas. Os cursos oferecidos pelo Mackenzie contemplam Graduação, Pós-Graduação Mestrado e Doutorado, Pós-Graduação Especialização, Extensão, EaD, Cursos In Company e Centro de Línguas Estrangeiras. Em 2021, serão comemorados os 150 anos da instituição no Brasil.

Ao longo deste período, a instituição manteve-se fiel aos valores confessionais vinculados à sua origem na Igreja Presbiteriana do Brasil. InformaçõesAssessoria de Imprensa Instituto Presbiteriano Mackenzie

Publicado em 14 de janeiro de 2021
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