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Empresarial

Justiça anula registro indevido de societário

Homem desconhecia as empresas e os membros que o inseriram como sócio Justiça reconhece que homem adicionado indevidamente em sociedade merece indenização Um homem que foi indevidamente inscrito como sócio em três empresas receberá…

Homem desconhecia as empresas e os membros que o inseriram como sócio Justiça reconhece que homem adicionado indevidamente em sociedade merece indenização Um homem que foi indevidamente inscrito como sócio em três empresas receberá indenização de R$ 7 mil por danos morais. A Junta Comercial do Estado de Minas Gerais (Jucemg) e dois sócios de uma das empresas foram condenados a pagar a reparação solidariamente. O autor da ação também conseguiu que a Justiça declarasse nula a inscrição societária, feita sem o conhecimento dele, segundo informou no processo.

Em primeira instância, além de anular o ato, o juiz condenou a Jucemg a pagar indenização de R$ 10 mil. Mas o autor da ação e a Junta Comercial recorreram. A instituição, por achar o valor exacerbado, e o homem querendo que os indivíduos que cometeram a fraude também fossem obrigados a compensá-lo.

Morador da cidade de Carapicuíba (SP), o autor da ação alega que nunca foi à cidade de Pouso Alegre, onde estão sediadas as empresas, e que não conhece os sócios delas. Ele afirmou no processo que descobriu o golpe após tentar recadastrar seu CPF na Receita Federal em 2004: assim teve ciência de que as três firmas constavam em seu nome. Em 2007 registrou um Boletim de Ocorrência sobre o fato.

O autor ainda informou que recebia dívidas fiscais referente às empresas em seu endereço. Para o relator do recurso, desembargador Andres Vilas Boas, ficou claro que o autor, "em momento muito anterior ao ajuizamento da ação, em 2011, tinha ciência das fraudes envolvendo seu nome, sendo inviável a majoração da verba indenizatória". Assim, decidiu por reduzir o valor fixado em primeira instância.

Os desembargadores Washington Ferreira e Geraldo Augusto votaram de acordo com o relator. Confira movimentação do processo: Fonte: Tribunal de Justiça de Minas Gerais - TJMG Leia mais: • Instituição financeira é responsabilizada por cobrar juros abusivos de cliente idoso • Governo de SP vai apertar o cerco contra preços abusivos do botijão de gás • Auditório da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência recebe mais de 600 pessoas para o lançamento da campanha "Gravidez na Adolescência é para a vida toda"

Publicado em 28 de abril de 2020
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