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Empresarial

Kimono: marca ou vestimenta japonesa?

Por Roberta Minuzzo A marca KIMONO, lançada pela famosa empresária americana Kin Kardashian, causou enorme polêmica e teve seus processos de registros abandonados nos Estados Unidos.

Por Roberta Minuzzo A marca KIMONO, lançada pela famosa empresária americana Kin Kardashian, causou enorme polêmica e teve seus processos de registros abandonados nos Estados Unidos. Adepta ao uso e apaixonada por shapewear (cinta modeladora), a empresária decidiu lançar, em junho de 2019, uma linha desse produto, denominada KIMONO. Ocorre que as autoridades japonesas não gostaram nada da marca adotada por Kin Kardashian, achando desrespeitoso a empresária adotar como marca, justamente o nome de uma vestimenta consagrada no Japão, para assinalar roupa íntima.

O Ministro do Comércio Japonês Hiroshige Seko, que tem sob sua jurisdição os assuntos relacionados às marcas, chegou a afirmar: “O kimono é visto em todo o mundo como uma parte distinta de nossa cultura”. Diante de tanta polêmica envolvendo a sua marca, a empresária Kim kardashian resolveu abandonar a marca KIMONO e lançar suas famosas cintas modeladoras com outro nome. Mas e os processos de registros?

A empresa Kimono Intimates, Inc. requereu o registro de nove marcas contendo a expressão KIMONO, junto ao USPTO - United States Patent and Trademark Office: KIMONO, KIMONO SOLUTIONWEAR, KIMONO INTIMATES, KIMONO BODY, KIMONO WORLD, com o intuito de proteger inúmeros produtos. Mas, pelo visto, a Kimono Intimates resolveu não entrar na “guerra” com os japoneses, e pouquíssimos meses após ter protocolado o pedido de registro das suas marcas, requereu o abandono de todos eles. E o investimento financeiro do projeto de Kin Kardashian?

Certamente não foi pouco e, possivelmente, todo prejuízo poderia ter sido evitado se, desde o princípio, a empresária tivesse adotado algumas providências em relação à escolha da sua marca. Por isso, ressaltamos, a importância de contar com a assessoria de um profissional especializado na área de propriedade industrial, desde o início do seu projeto empresarial, porque esse profissional poderá lhe orientar sobre a possibilidade (ou não) de investir numa marca. Sobre Roberta Minuzzo Roberta Minuzzo é advogada e graduada em direito pela Universidade Luterana do Brasil.

Possui especialização em Propriedade Intelectual pela (PUCRS) Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, além de ter cursado Direito PenaI e Processual Penal no IDC – Instituto de Desenvolvimento Cultural. A especialista em Propriedade Intelectual também faz parte da Associação Brasileira dos Agentes da Propriedade Industrial (ABAPI) e a Associação dos Criminalistas do Rio Grande do Sul (ACRIERGS). Recentemente, assumiu o encargo de colunista e conselheira no portal de negócios MD1 Lead, projeto fundado por Franco Scornavacca (o Kiko do KLB) e Francine Pantaleão.

Atualmente, mora nos Estados Unidos. É advogada da DMARK REGISTROS DE MARCAS E PATENTES, sócia fundadora da DMARK MONTEIRO, LLC e DMK GESTÃO DE MARCAS E PATENTES. Todas as empresas possuem vasta experiência e sucesso na representação de milhares de pessoas, sejam elas, físicas ou jurídicas, que desejam proteger seu patrimônio intelectual.

Com escritórios em Porto Alegre/RS, Criciúma/SC e Orlando/FL, a empresa conta com uma equipe composta por advogados, economistas, administradores, redatores de patentes, corpo administrativo e consultores, para representar qualquer pessoa ou marca. Para mais informações, acesse - https://dmk.group/ ou mande e-mail para rmonteiro@dmk.group

Publicado em 28 de outubro de 2020
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