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Tecnologia

Mentiras no currículo: distorções que colocam a ética em jogo

por Cláudia Avilar Julho de 2020 - Atualmente, temos tido um contato maior com notícias a respeito de mentiras, fraudes ou erros em currículos.

por Cláudia Avilar Julho de 2020 - Atualmente, temos tido um contato maior com notícias a respeito de mentiras, fraudes ou erros em currículos. Embora seja uma temática recorrente para quem atua no meio corporativo e, principalmente, em processos seletivos, o assunto ganhou destaque em razão das atuais manchetes envolvendo ministros. Independentemente de ocorrer em órgãos públicos, privados ou no terceiro setor, a prática existe e demonstra a importância de um processo de contratação apurado e completo.

Deixar passar uma informação relevante na rotina de recrutamento e seleção traz um risco real e significativo de ter na equipe um profissional que não possui as competências indicadas e não ser é confiável quando se trata de questões éticas. Sabe-se que os profissionais em geral procuram formas de deixar seus currículos mais atrativos perante os olhos dos futuros empregadores e, no caso de figuras públicas e políticas, para a sociedade como um todo. Entretanto, além do embelezamento das informações, há também a mentira propriamente dita.

Uma informação manipulada ou criada que possa cumprir este mesmo objetivo: refletir uma imagem positiva de si e de sua trajetória, de uma forma artificialmente melhorada. As mentiras mais comuns se referem a formações acadêmicas, fluência em idiomas, atividades executadas, expertises e passagens em empresas específicas. Muitos profissionais em busca de oportunidades no mercado de trabalho argumentam sobre a dificuldade de conseguir um espaço e sobre diversos empecilhos e requisitos colocados pelas empresas para estarem aptos a uma vaga específica.

Neste caso, o sentimento de inadequação ou de injustiça também pode levar este profissional a mentir no currículo para corresponder ao que é esperado por aquele grupo. São diversas possibilidades de motivação para este comportamento. Embora a intenção não mude o fato em si, esta atitude pode refletir mais sobre o perfil do colaborador do que simplesmente a distorção de dados sobre sua trajetória de trabalho.

Pode representar desde má intenção e falta de transparência até como ele age quando se vê encurralado em uma situação, com medo ou receio de ser julgado, além de inúmeras alternativas atreladas à sua ética pessoal. Para os profissionais que atuam em processo de recrutamento, é cada vez mais importante o uso de ferramentas e recursos para realizar as verificações durante o processo seletivo para poder conhecer quem é o seu futuro colaborador. Neste contexto, duas importantes práticas são o background check e a avaliação do perfil ético, metodologias que se complementam na busca de uma certificação sobre a trajetória do profissional, somado a uma análise mais aprofundada sobre sua ótica moral a respeito de questões éticas.

Atualmente, contratar um colaborador vai muito além de buscar uma pessoa com determinadas competências técnicas e experiências. Trata-se de alguém que atrelará, em menor ou maior grau, a sua imagem à da empresa, e que terá alçadas e responsabilidades dentro da organização. Tanto para o profissional quanto para o empregador, a entrada em um ambiente de trabalho significa o estabelecimento de uma relação.

E o processo de recrutamento e seleção é chave para que sejam contratados os profissionais com os perfis adequados e que estejam, de fato, alinhados com os valores corporativos. Além disso, a transparência, tanto por parte do empregador quanto do candidato, é condição essencial para um alinhamento positivo e uma relação profissional saudável. *Cláudia Avilar é consultora pleno de Compliance da ICTS Protiviti, empresa especializada em soluções para gestão de riscos, compliance, auditoria interna, investigação, proteção e privacidade de dados, única empresa de consultoria reconhecida como Empresa Pró-Ética por quatro anos consecutivos. Sobre a ICTS Protiviti A ICTS Protiviti é uma empresa brasileira que combina o alcance global e o conhecimento e inovação em gestão de riscos, compliance, auditoria, investigação e proteção de dados da Protiviti, com a segurança, eficiência e independência da plataforma tecnológica de serviços especializados da ICTS Outsourcing (canal de denúncias, diligência de terceiros, monitoramento de fraudes e de comportamentos antiéticos, e treinamentos on-line).

A união de deep expertise, com capacidade de transformação e excelência operacional, proporciona aos seus clientes um portfólio abrangente de soluções que endereçam os principais riscos, problemas e desafios de negócio, protegendo e maximizando o valor das organizações, e ajudando seus líderes a encararem o futuro com confiança e alcançarem resultados extraordinários num mundo dinâmico. Reconhecida como Empresa Pró-Ética por 3 anos consecutivos, conta no Brasil com mais de 300 profissionais em 4 escritórios - São Paulo, Barueri, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, que atendem cerca de 600 empresas de diferentes portes e segmentos. No mundo, são mais de 4.500 profissionais atuando por meio de uma rede de subsidiárias e firmas-membro independentes.

Empresa reconhecida como Great Place To Work e com faturamento anual superior a USD 1 bilhão, opera 85 escritórios em 27 países, que atendem a 60% das empresas da FORTUNE 1000®. Fonte: IMAGE Comunicação

Publicado em 23 de julho de 2020
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