Por Jean Jader Martins Recentemente vimos grande parte da massa trabalhadora global se adaptar a um novo formato de atuação. Enquanto ficam em casa para evitar circulação durante a pandemia, a maioria destes profissionais não recebeu nenhuma orientação relacionada à proteção de dados. O cenário de instabilidade nas estruturas de segurança das empresas e a falta de boas práticas aos acessos são um prato cheio para os ataques cibernéticos, roubo e exposição de dados.
Para se ter uma ideia, um estudo da IBM apontou que cada ataque resulta, em média, em US$ 3,8 milhões em prejuízo para as companhias. Além disso, no levantamento com mais de 3 mil companhias que já sofreram algum tipo de ataque, 40% dos incidentes acontecem mediante credenciais roubadas e nuvens com configurações incorretas. Garantir a segurança da informação é muito mais do que uma obrigação das empresas, especialmente aquelas que lidam com dados sensíveis de seus usuários.
É uma questão de perpetuação do negócio. Dificilmente uma companhia que registre um grande volume de vazamento de informações manterá o mesmo nível de confiança no mercado do que antes do incidente. Por isso, é urgente e necessária a discussão acerca da boa gestão, processamento e armazenagem eficiente de dados.
O Brasil, atualmente, apesar do número reduzido, já conta com empresas que oferecem uma alternativa à nuvem – especialmente à armazenagem em cloud com hospedagem no exterior, o que implica em altos custos com a cotação atual de moedas estrangeiras como dólar e euro. No país, cerca de 40 empresas contam com estruturas próprias de data center certificadas internacionalmente em padrões globais de qualidade, segurança e disponibilidade. Oferecer uma estrutura desse nível exige uma série de estudos e investimentos, o que garante ao cliente um ambiente com redundância, disponibilidade em praticamente 100% do tempo e uma série de protocolos de segurança e de boas práticas para evitar qualquer tipo de ataque aos dados hospedados.
Frente ao cenário atual, em que o número de profissionais atuando remotamente cresce exponencialmente, contar com uma estrutura de data center segura e certificada é o primeiro passo para se investir em segurança da informação e operacional. Além disso, a perda de dados não causará apenas prejuízos financeiros às empresas, mas também problemas judiciais, tão logo a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) entrar em vigor. Vale destacar que, mesmo sendo vítima de um ataque cibernético, uma empresa, independentemente de seu setor de atuação, tem responsabilidade sobre as informações armazenadas, especialmente as de terceiros.
Criar uma política de boas práticas, realizar testes frequentes com os colaboradores, reforçando os cuidados no acesso aos sistemas da companhia e contar com uma estrutura e pessoas certificadas são ações urgentes para que os negócios brasileiros deixem de fazer parte das estatísticas do roubo e sequestro de dados. * Jean Jader Martins é diretor comercial da Global Gate Data Center, empresa do grupo Bludata e primeira de Santa Catarina a conquistar certificação Tier III para sua estrutura. A companhia é especializada em soluções de nuvem privada, hosting, colocation, disaster recovery (DRaaS) e backup as a service (BaaS). O Grupo Bludata tem mais de três décadas de operações, com expertise no desenvolvimento de soluções para gestão de negócios, de Office Banking e Internet Banking.
A Bludata Desenvolvedora de software para gestão de negócios, a Bludata está no mercado há mais de três décadas. É pioneira em sistemas para autoescolas e líder de mercado em software para despachantes. Já desenvolveu soluções financeiras de office e internet banking, sistemas para segmentos automotivos e educação a distância.
Em 2020, inaugurou sua nova sede em Blumenau, onde tecnologia e respeito ao meio ambiente se encontram.