Desde o início de julho, fiscalização já apreendeu 710 veículos. O mais recente foi apreendido ontem, em São Paulo, ônibus da Buser que fazia viagem para Campo Grande (MS) Com a preocupação de proteger passageiros de viagens irregulares e arriscadas, por não obedecerem a todas as normas de segurança, incluindo os novos protocolos sanitários em função da pandemia, fiscais da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) seguem intensificando a Operação Pascal, que marca essa força-tarefa contra o ônibus clandestino em todo o país, iniciada em julho deste ano. Mesmo assim, o desrespeito permanece, como ocorreu ontem de noite, em São Paulo.
Ônibus da Buser que seguia viagem de São Paulo para Campo Grande (MS) foi abordado por fiscais da ANTT na noite de ontem. Além de ser alvo de apreensões recorrentes feita por fiscais da Agência, a Buser também segue proibida de atuar no Rio de Janeiro, Santa Catarina e no estado do Rio Grande do Sul, onde teve até a multa duplicada por descumprir decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, proferida na quarta-feira (26/08). Neste caso, o desembargador Rogerio Favreto aumentou a multa.
Passou de R 5 mil para R 10 mil porque apesar de proibida, a Buser segue divulgando e comercializando viagens entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, de forma ostensiva. Com a intensificação da operação Pascal, que segue somando esforços com diversos órgãos de fiscalização nos estados, todos os ônibus que fazem viagens interestaduais irregulares estão na mira dessa força-tarefa, responsável pela apreensão de 710 veículos, de um total de 4.500 fiscalizados, segundo dados da ANTT. Até o momento a Operação Pascal fez 1.700 autuações no país, desde o início de julho, quando foi iniciada, o equivalente a R 8,5 milhões em multas.
Com as apreensões realizadas até agora, 25 mil passageiros foram impactados, tendo que interromper a viagem no ato da apreensão e encontrar outro meio de chegar ao destino, de forma regular.