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Para advogado do NTBS, expansão de aeroportos nos EUA para voos brasileiros representa avanço na retomada do setor aéreo

Restrições para embarque continuam e autorização é necessária, alerta especialista As restrições aos voos brasileiros nos Estados Unidos começam a diminuir, o que representa um avanço no setor de aviação.

Restrições para embarque continuam e autorização é necessária, alerta especialista As restrições aos voos brasileiros nos Estados Unidos começam a diminuir, o que representa um avanço no setor de aviação. No entanto, não são todos os brasileiros que estão liberados para desembarcar em solo norte-americano. É o que afirma o advogado Jusuvenne Zanini, sócio do escritório N. Tomaz Braga & Schuch.

Por enquanto, explica Zanini, somente os brasileiros que já dispunham de autorização poderão ingressar no país. De acordo com o jurista, a decisão do presidente Donald Trump representa uma mudança de entendimento dos EUA e ocorre em decorrência dos avanços nas informações sobre a Covid-19, disponíveis atualmente. O presidente norte-americano liberou todos os aeroportos dos Estados Unidos para voos oriundos do Brasil a partir de segunda-feira, dia 14.

O jurista observa que a decisão envolve ainda a abertura para voos oriundos de outros países como os da União Europeia, China, Irã, Reino Unido e Irlanda. No setor da aviação, a medida representa um novo passo no processo de restabelecimento das ligações entre os dois países. A expectativa de algumas companhias aéreas é retomar o patamar pré-pandemia até o final do primeiro semestre do próximo ano, a medida em que se avança no conhecimento e controle da pandemia, e na crescente expectativa com as diversas vacinas que já estão na fase final de testes.

Segundo Zanini, porém, é bom lembrar que, por enquanto, somente aqueles passageiros que já tinham autorização para ir aos EUA (com green card, visto de residência, pessoas casadas com cidadãos americanos e filhos de americanos, entre outros) podem continuar voando para os EUA. Todavia, a medida anunciada por Trump é mais um passo importante nesse processo de reabertura gradual, visto que possibilita que os passageiros autorizados a viajar aos EUA desembarquem em qualquer um dos aeroportos do país. Antes, o desembarque estava restrito a 15 aeroportos, com centros médicos maiores e procedimentos mais rígidos.

Zanini, sócio do escritório N. Tomaz Braga & Schuch, ressalta que, apesar de não gerar neste momento mudanças para todos os brasileiros, a decisão é importante também para o início do processo de retomada das empresas do setor. "Não vejo uma mudança significativa para o brasileiro de uma forma geral entrar nos EUA, mas, sem dúvida, é mais um passo para que as fronteiras sejam reabertas, ainda que com novos protocolos de segurança impostos pela pandemia da Covid-19. E não só com os Estados Unidos, mas também com outros países".

Para o jurista, a decisão de Trump é mais emblemática do que prática, e pode representar mais uma etapa nessa nova fase na relação entre os dois países no período pós-pandemia. "A decisão é mais uma porta que se abre para uma mudança maior que deve chegar a curto e médio prazos. E isso ocorre, ainda, por uma questão de necessidade de retomar a economia também a partir desse importante setor, o aéreo, que foi um dos mais afetados pela pandemia.

Muitos países vivem do turismo ou possuem significativa parcela de sua economia gerada em torno dele", finalizou..

Publicado em 17 de setembro de 2020
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