Em meio à discussão sobre como reduzir o impacto da pandemia do coronavírus (Covid-19) na economia e entre empresas e trabalhadores, o governo federal anunciou, no último dia 27 de março, um volume de financiamento que deve chegar a um total de R$ 40 bilhões. Devem ser atingidos cerca de 1,4 milhões de empresas e 12,2 milhões de trabalhadores, segundo as estimativas divulgadas. O governo irá oferecer uma linha de crédito para pequenas e médias empresas com o intuito de financiar salários equivalentes a dois meses de folha de pagamento.
Conforme as regras, empregados ainda não poderão ser desligados durante o período e haverá um limite no valor financiado de até dois salários por trabalhador. Trata-se de uma medida que, de forma acertada, visa manter postos de trabalho. A ideia é que ao menos haja a redução da disparada do desemprego, algo inevitável neste momento de crise.
Essa iniciativa, se somada a outras medidas econômicas, certamente pode reduzir o impacto econômico causado pelo vírus. A Medida Provisória responsável pelo financiamento ainda não foi divulgada, mas, ao que parece, a concessão deve depender de um acordo em que a empresa se comprometa a não demitir os trabalhadores, conforme mencionado. Entretanto, para combater os efeitos da pandemia, o ideal é que o trabalhador tivesse estabilidade no emprego de seis meses.
Apenas um real apoio às empresas e trabalhadores, por parte do governo, terá real sucesso em manter a economia girando enquanto se combate o avanço do coronavírus. Fonte: Daniel Moreno é advogado especialista em Direito do Trabalho e sócio do escritório Magalhães & Moreno Leia mais: • STF dá nova esperança à correção do FGTS • Aplicativo “Dívida Aberta”: cidadania fiscal ou constrangimento do contribuinte inadimplente? • Contrato Verde e Amarelo e a deformação legislativa