Somente no setor representado pela entidade, está em jogo mais de um milhão de empregos Vivien Mello Suruagy, presidente da Federação Nacional de Instalação e Manutenção de Redes de Telecom, Informática e Call Center (Feninfra), qualificou como vitória da sociedade e da empregabilidade a decisão do ministro Ricardo Lewandowisk, do Supremo Tribunal Federal (STF), de não acatar o pedido de liminar da Advocacia Geral da União (AGU) contra a desoneração da folha de pagamentos. "Esperamos que se torne definitiva depois que, conforme o ato hoje proferido, a Corte ouvir o Senado e a Procuradoria Geral da República sobre a Ação Direta de Inconstitucionalidade, movida pela União, do artigo 33 da Lei 14.020/2020, que prorrogou o benefício até 31 de janeiro de 2021", ponderou. A desoneração, lembra Vivien, possibilitará a preservação dos empregos de 497 mil trabalhadores, que seriam demitidos, além de abrir concreta possibilidade da contratação de mais 520 mil pessoas no novo ano, totalizando 1,02 milhão de postos de trabalho somente no nosso setor.
Trata-se de medida importante para a recuperação da economia, pois os 17 setores contemplados representam parte expressiva do PIB e são geradores de mão de obra intensiva. "Nossa entidade, por exemplo, é representativa de 137 mil empresas, que empregam 2,2 milhões de trabalhadores", salienta a presidente da Feninfra, ponderando que a crise da Covid-19 segue grave e com cenários permeados de incertezas, exigindo providências que possibilitem um mínimo de equilíbrio no fluxo de caixa e previsibilidade. "Onerar a folha causaria imensa dificuldade e provocaria um agravamento do desemprego, cujas taxas já são alarmantes no País".
A dirigente explicou que a pandemia gerou um aumento da demanda por serviços de internet e TI, com milhões de pessoas trabalhando em home office e crescimento de compras, eventos e transações on-line, além das aulas remotas adotadas em todos os níveis do ensino público e privado. "Cresceram os serviços, mas também a inadimplência, criando-se um descompasso no custeio e fluxo de caixa das empresas do setor, que dificilmente teriam como arcar com os ônus relativos à oneração da folha", ressaltou, frisando que dificuldades semelhantes são enfrentadas por outros segmentos. Atendimento à imprensa Ricardo Viveiros & Associados — Oficina de Comunicação